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03/01/2020

SCMP Esclarece Sobre o Perigo de Usar Enxoval Hospitalar em Outros Locais

Entre os mais variados serviços realizados internamente na Santa Casa de Misericórdia de Passos e, talvez, desconhecidos pela maioria da população é o dia a dia no setor de lavanderia. Distribuir mais de 15 mil peças em perfeitas condições de higiene e conservação é o principal objetivo da equipe local, no entanto, o processo de higienização e descontaminação de cada item é complexo e exige a compreensão dos colaboradores e pacientes.


Frente ao papel essencial que a lavanderia desempenha dentro da instituição, a garantia de conforto e segurança para seus pacientes e colaboradores é um dos principais objetivos. Conforme informado, cerca de dois mil quilos de roupas são lavados diariamente no local e os itens do enxoval são encontrados em todas as áreas hospitalares.


No último ano, mais de 500 mil quilos de roupas foram lavados, porém, quando o assunto é a vida útil do enxoval a principal característica é a rotatividade, cenário que compromete diretamente o orçamento da SCMP.


Segundo levantamento realizado na lavanderia do local, um caso comum é receber itens de outros hospitais, o que confirma que as peças da instituição também chegam até outros locais da região.


Uma alternativa viável para diminuir a evasão das roupas e evitar um aumento no orçamento da Lavanderia é respeitar as recomendações escritas nas peças, como por exemplo, nas toalhas, que trazem os dizeres “uso hospitalar - necessita de lavagem especial”.


Outro fator indispensável quando esse é o assunto é que ao levar uma dessas peças para casa, o paciente leva também contaminação hospitalar. Ciente desses riscos, SCMP iniciou uma campanha a fim de conscientizar as pessoas sobre a necessidade de usar o enxoval de forma consciente e racional.


Risco de contaminação em números


Ainda em 2018, de acordo com os números calculados, 3.621 peças foram extraviadas e 23.605 demandaram reparos, isso prova a urgência de encontrar soluções para esse desafio.


Diante de números tão alarmantes, os responsáveis pelo setor de lavanderia lamentaram que todo esse cenário só existe devido aos mais diversos tipos de perda, como por exemplo, os extravios e pacientes, que mesmo após transferidos, não deixam o enxoval no hospital e levam os itens junto ao restante dos objetos pessoais, esquecendo dos inúmeros riscos que esse comportamento desencadeia.


O impasse acontece também internamente, quando colaboradores utilizam incorretamente as roupas, situação que pode gerar ainda mais desafios.


Para os responsáveis pelo setor, o mais importante é o fato de que as roupas hospitalares necessitam de uma lavagem completamente diferente da lavagem doméstica, pois a carga de desinfetantes e os processos exigem mais rigor e precisão. Sendo assim, fizeram questão de enfatizar a importância de não levar para casa essas roupas hospitalares que podem, inclusive, conter microrganismos que só são mortos após a lavação oferecida pelos responsáveis.


E para concluir a questão, a instituição deseja reforçar o apelo e pedir a contribuição de toda a população local e regional e também dos colaboradores para que utilizem os itens somente no interior do hospital e lembrem-se que outras pessoas também farão uso do enxoval, por isso, conservar cada peça é fundamental.