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01/02/2018

Santa Casa de Passos realiza primeira retirada de órgãos com equipe própria

Na tarde da última quarta-feira (31), a Santa Casa de Misericórdia de Passos realizou a primeira captação de rins para doação, com uma equipe formada exclusivamente por profissionais da própria instituição. O procedimento, com duração de três horas, foi realizado em um paciente de 59 anos, que teve morte encefálica. Os rins captados foram destinados à capital Belo Horizonte.


A equipe médica de Transplante Renal da Santa Casa de Passos é formada pelos médicos Tomás Ribeiro Carvalho, André Martins, Sérgio Medeiros, Sérgio Vargas e Cleiton Piotto. Antes do credenciamento, esse tipo de procedimento era feito apenas por uma equipe enviada pela MG Transplantes.


Esse avanço deve-se ao fato da Santa Casa ter sido credenciada em junho de 2017, junto ao Ministério da Saúde e ao Sistema Nacional de Transplantes, para a realização de transplantes renais. Além da formação em transplantes, a equipe também realizou visitas técnicas e treinamentos para que o serviço fosse implementado de forma segura. “Esse foi o primeiro passo da equipe de Transplante Renal da Santa Casa de Passos. A intenção é muito em breve realizarmos o primeiro transplante de rim na nossa instituição. Ter uma equipe própria de transplante renal permite um acesso mais ágil e cômodo aos pacientes que aguardam um transplante de rim na nossa região” destacou o Nefrologista Tomás Ribeiro Carvalho, coordenador da equipe de transplantes, ressaltando ainda que, a atividade transplantadora no Brasil só se sustentará se a nossa população tiver consciência da importância de ser um doador de órgãos em caso de morte encefálica.


Segundo a assistente social Marina Queiroz, da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes da Santa Casa de Passos (CIHDOTT), além dos rins, também foram captados fígado e córneas, também destinados para Belo Horizonte. Todo óbito registrado pela instituição é imediatamente informado à CIHDOTT, de forma que a equipe de captação possa trabalhar o mais rápido possível na triagem das informações acerca do paciente, verificando se ele se encaixa como potencial doador. Os critérios são rígidos e a avaliação é segura. Para que uma doação seja concretizada, a família do doador deve autorizar o procedimento. "Quando recebemos a notificação de um possível doador, nos mobilizamos, conversamos com os familiares e viabilizamos todo o processo", explica. Em 2017, a Santa Casa de Passos registrou 9 doações, que beneficiaram 47 pacientes.


Conforme a ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos), de cada oito potenciais doadores de órgãos, apenas um é notificado. Ainda assim, o Brasil é o segundo país do mundo em número de transplantes realizados por ano, sendo mais de 90% pelo Sistema Público de Saúde (SUS). Hoje mais de 80% dos transplantes são realizados com sucesso, reintegrando o paciente à sociedade produtiva. O Ministério da Saúde registrou no ano passado um recorde histórico de doadores efetivos, aqueles em que houve o transplante. Enxertos de coração aumentaram 5,3% no ano passado. De fígado, 9,6%. E de pulmão, 19,5%, conforme estimativa do ministério.