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11/12/2018

Santa Casa Reformula Seu Sistema de Governança

A Santa Casa de Passos acaba de concluir a reformulação integral de seu modelo de Governança, passando a contar com modernos e poderosos instrumentos de controle, gestão de risco e estratégia organizacional.


Após um período de seis meses de estudos, discussões, exercícios e atividades, a alta administração da instituição implantou seu sistema de governança, auxiliados pela GC4Corp, empresa de consultoria especializada na área, com sede em São Paulo.


“Foi um período de intenso diálogo e reflexão, envolvendo o Conselho, a Mesa Diretora, médicos e outros profissionais da casa” – explica Vivaldo Soares Neto, provedor.


A Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Passos é uma instituição sesquicentenária, tendo sido fundada na época do Imperador Dom Pedro II, pelo Barão de Passos. Hoje administra hospitais, clínicas, convênio médico e outros estabelecimentos de assistência, sendo reconhecida como a principal instituição de Saúde na região. É também um dos polos de pesquisa e tecnologia do sudoeste do Estado e um dos maiores centros de Saúde do interior.


Entrevista com Dr. Fabian Silveira Lemos, médico e Presidente do Conselho Deliberativo.


P – Mas afinal, o que é Governança Corporativa?
R – Governança é o sistema de poder e controle das organizações. Envolve atividades complexas como administração financeira, cadeia de comando, cumprimento das leis e regulamentos, estratégia do negócio e análise e gestão de riscos corporativos, entre outros.


P – Por que é importante ter um sistema assim?
R – O país assistiu nesses últimos anos aos grandes escândalos envolvendo as principais empresas estatais brasileiras que quase as levaram ao desastre ou à falência. Isto aconteceu por falta de transparência e de um sistema confiável de Governança. Sistemas assim protegem a organização e garantem a sua longevidade e segurança. A Santa Casa de Passos fica mais forte, mais transparente e ganha qualidade para oferecer à população os melhores serviços possíveis.


P – Quem foi envolvido no processo?
R – A princípio foi a alta administração da irmandade, mas o processo foi se desenvolvendo e incluindo boa parte da organização, entre os Irmãos, médicos, executivos e outros. Todo mundo queria contar com as melhores técnicas disponíveis no mercado, dada a importância da Irmandade para nossa região. Fomos assessorados por consultores com experiência no ramo, inclusive tendo implantado sistemas semelhantes em alguns dos maiores e mais importantes hospitais do país.


P – Como o Sr. vê o momento das Santas Casas no Estado de Minas e no Brasil?

R – As Santas Casas estão passando por um momento muito peculiar. A dificuldade de repasses de verbas públicas devido à crise econômica trouxe uma série de dificuldades, não só para nós, mas para muitas outras irmandades. Saúde é algo muito sério e as Santas Casas tem sido um exemplo de assistência desde praticamente o descobrimento até os dias de hoje. Mas a atenção com a saúde financeira, com a observância da lei e combate à qualquer forma de desvios, além do planejamento e atuação estratégica são atividades constantes e devem ser geridas de forma planejada. Com o novo sistema, nos sentimos preparados para os próximos vinte anos no futuro, sem descuidar do presente.


P – Isto poderá servir para outras regiões?
R – Obviamente, cada instituição tem sua cultura e características próprias. O sistema que implantamos foi especialmente desenvolvido para nossa organização, mas poderá servir de modelo para outros hospitais e irmandades, sem dúvida.