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12/02/2019

Dor Lombar é a Segunda Maior Queixa Dos Brasileiros

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 80% da população sofre com dor lombar – segundo maior problema entre os brasileiros, perdendo, apenas, para cefaleia.  “Diariamente, recebemos pacientes com dificuldades em realizar as atividades do cotidiano devido intensa dor lombar. Ela constitui uma causa frequente de morbidade, incapacidade e afastamento do trabalho, sendo sobretudo prejudicada pelos hábitos errôneos do cotidiano”, conta o neurocirurgião Nícollas Nunes Rabelo, membro do corpo clínico de Neurocirurgia da Santa Casa de Passos.
 
Conforme enumera, esses hábitos são: má postura, uso de mochila ou bolsa muito pesados, uso do computador, cruzar as pernas, travesseiro muito alto ou baixo, dormir de barriga para baixo, levantar pesos sem dobrar os joelhos, entre outros.
 
Segundo o médico, é a queixa mais comum no consultório de neurocirurgia e o segundo mais frequente no consultório de clínica médica. O tratamento da dor exige do neurocirurgião muita firmeza, estudo e dedicação durante o estudo da doença em cada paciente.
 
 
A dor pode ser aguda, aquela que é imediata, ou crônica, quando paciente já apresenta dor por mais de oito a 12 semanas. A investigação é através de uma consulta com exame do médico e uma bateria de perguntas e quando necessário, investigação com raio x, tomografia e ressonância magnética. Em casos que apresenta divergência entre a clínica e os exames é realizado um exame chamado de eletroneuromiografia – capaz de detectar a condução de um impulso elétrico em um nervo e avaliar a atividade do músculo durante os movimentos, identificando assim as lesões.
 
 
Os diagnósticos podem ser variados: uma simples dor funcional, que é a mais comum, até uma hérnia de disco. “A vértebra pode escorregar, o que chamamos de listese. A dor pode ser de eventuais quedas com fraturas. E em casos mais extremos, até um tumor medular”, afirma Dr. Rabelo.
 
Mas, quando as queixas de dor devem ser preocupantes? Quando é hora de procurar um médico? “A dor nos preocupa quando paciente apresenta o que chamamos de pé caído, formigamento na região da virilha ou até mesmo retenção das fezes e incontinência urinária. Alteração analgésica ou parada dos movimentos são fatores que necessitam uma investigação imediata e possível abordagem cirúrgica”, alerta.
 
O tratamento inicia com medidas comportamentais, melhora dos hábitos, fortalecimento da musculatura. As medicações podem variar de relaxante muscular, anti-inflamatórios, analgésicos potentes até mesmo medicações para dores neuropáticas, e em alguns casos é necessário intervenção com medidas para aliviar a dor como bloqueios lombares, radiofrequência, até mesmo cirúrgica. A conduta cirúrgica pode variar desde uma simples descompressão até mesmo ter que usar parafusos e hastes para corrigir as deformidades, dependendo de cada caso.
 
“O importante e procurar um médico neurocirurgião no início da dor, para que o tratamento adequado seja feito de forma precoce, evitando, assim, uma possível cirurgia ou piora no quadro”, completa o neurocirurgião.

Nícollas Nunes Rabelo
Graduado pelo Centro Universitário de Medicina UniAtenas, Paracatu-MG. Pós Graduado em Neurointensivismo pelo Hospital Sírio Libanês-SP. Neurocirurgião pelo Hospital Santa Casa de Ribeirão Preto-SP e membro Titular da SBN, ABNC, AANS, CNS. Subespecialista (Fellowship), Pesquisador adjunto e Doutorando de Neurocirurgia Vascular e Base de Crânio da FMUSP. Aperfeiçoamento em Neurocirurgia em Tübingen e Hannover na Alemanha. Assistente do Serviço de Neurocirurgia da Santa Casa de Ribeirão Preto-SP e Santa Casa de Misericórdia de Passos-MG.